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Tributo a Zeca Afonso

por poesianunorita, em 23.02.07
Cabelos ao vento, mirando o horizonte das palavras e das cantigas ergues-te triunfal no promontório do meu sentimento. Nas linhas das tuas mãos trazes versos e dedilhas uma viola que chora. Saudades. Saudades da tua voz, saudades dos teus acordes, saudades das tuas maravilhas. Zeca, tu não morrerás nunca.

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publicado às 18:41


2 comentários

De Mel de Carvalho a 25.02.2007 às 09:48

E porque falar de Zeca Afonso é falar de Liberdade, deixo aqui o meu tributo em forma de poema. Escrevi-o num outro dia em comentários do Blog Ecos do Tempo....
***

"Havia um sobretudo roto
e um corta-vento, um esconder
de um corpo em grades sem asas.
E um mastigar no ventre do vento,
a palavra Alada.
(Que a liberdade,essa, estava algemada
em hedionda masmorra).

E haviam doridas vontades de elevar
raízes, de alongar as estradas de todas as tardes,
em liberdades …

E Abril chegou.
Antecipou nos cheiros as rosas de Maio,
sulcou de vermelho, os cravos das horas.
Erguidos. Altivos …
Enfeitaram canos de espingardas.
(Desnecessárias).

E dos pássaros-lábios outrora cerrados
brotaram líquidas palavras. Cânticos líricos…
E dos olhos, na emoção, milhões de lágrimas
sulcaram faces-margens, sem retenção...
Lavraram arados as ondas dos dias …

Semeadas agora, brotam urgentes, sementes,
da Terra quente. Emergem em festa,
virgens florestas. Dádivas, ofertas …

Havia um sonho, na véspera do tempo …
Era dor … e lamento …
Hoje é Liberdade,
aberta que está a porta da verdade!"
(Mel de Carvalho)
***
Bom Domingo Nuno
Um beijo da "Madrinha" Mel aqui na Bloboesfera

De Fernando Guerreiro a 01.01.2008 às 13:07

Zeca
Fernando Guerreiro

Ouve-se uma voz cantar
Junto do mar, com saudade
Canta livre, sabe bem
Que não está em liberdade

Essa voz tão cristalina
Como as ondas desse mar
Brinca com o perigo que espia
Pois alguém pode escutar

Não tem medo, essa voz
De ser morta, da tortura
Do desterro, da prisão
De lutar, a ditadura

Essa voz que é herói
Lutando só com poesia
Fez mais só, pela liberdade
Que um exército, algum dia

Era forte como o mar
Era livre com o vento
Tinha a coragem que fez
Ficar viva eternamente

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