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Sem ti não sei ser eu

por poesianunorita, em 21.03.13

Amo-te com a serenidade de um rio.

Mas por vezes sinto-te a escapar como areia pelos dedos.

 

Os teus olhos embarcam em viagens para onde não fui convidado,

lugares só teus, para os quais não forneces bilhete

e para onde precisas de ir, 

só Tu.

 

Mas regressas, regressas sempre.

 

Minha vida, minha pele.

 

Sem ti não sei ser Eu, seria outro.

 

Ainda não compreendi ao que vim mas contigo sou Eu e não outro

e quero ser Eu e não outro.

 

Se é exagero amar-te então deixa-me ser exagerado.

Se é exagero querer ser Eu e não outro,

por favor, deixa-me ser Eu.

 

Junto de ti.

 

Regressas sempre, bem sei.

Aguardo.

Mas receio…

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publicado às 12:30


Dia Mundial da Poesia

por poesianunorita, em 21.03.11

As palavras que fervem na boca

desabrocham incertas no coração,

sobem numa urgência mais que louca

para serem escritas de roldão.

 

Uma inspiração tão inesperada,

um atropelo de letras saboroso,

uma tineta de impensada

torna o futuro esperançoso.

 

Estes rios de letras sem montanha,

estas frases arrancadas do ser,

esta forma de pensar que entranha

toda a vida por nascer.

 

Este arrepio do corpo, suave,

este olhar de árvore velha,

este amor pela pequena ave

que assim se espelha.

  

Este cheiro, o riso, o olhar,

esta princesa do meu reino.

Este pequeno príncipe a encetar

a sua jornada de treino.

 

Este sentimento quente,

esta vontade de andar aluado,

esta lua de quarto, crescente,

deitados lado a lado.

 

Esta angustia premente de sentir,

este mergulhar profundo em poesia,

esta forma lépida de sorrir

e de partilhar a alegria.

 

Mas...

 

a poesia não está na moda.

Definha como só ela sabe.

Porém, tudo gira à sua roda

mesmo contra vontade.

 

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publicado às 18:24


O Verso...

por poesianunorita, em 21.03.07

 

Não tenhas medo.

Sou apenas um verso...

Não te vou morder.

Não te vás embora,

ganha um momento para me leres.

Não te irei fazer mal,

garanto-te!

Sou apenas fruto da imaginação de um poeta.

E todos sabemos como eles são...

Podem ser poderosos e selvagens,

viris ou frágeis, ausentes ou presentes,

melancólicos ou pungentes, amorosos ou trágicos...

Mas apenas o são na sua escrita,

e as letras não matam.

Pelo menos directamente...

Não te preocupes, eu sou um verso inofensivo.

Não vou mudar o mundo, mas posso ajudar a compreende-lo.

Pelo menos tento.

Como já disse antes sou apenas um verso...

Mas tenho em mim a magia da imaginação,

que vive também dentro de ti,

aninhada no fundo do teu coração.

Obrigado por me leres.

Assinado: O Verso.

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publicado às 15:10


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