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vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

"Quadrilogia" das estações

Abril 19, 2007

poesianunorita

 

INVERNO

 

Calçou as pantufas, vestiu o roupão,

E na cabeça pôs um gorro preto.

É criança que amua, o refilão!,

Ninguém atura o Inverno cinzento.

 

Do armário tirou o guarda-chuva.

Foi brincar com ele na noite de luar.

Tentou apanhar todas as gotas da rua,

Como não conseguiu, pôs-se a berrar.

 

É assim, um pobre menino mimado.

De cada vez que ele faz birra, chove.

Mas ficou o lavrador bem consolado

Com tantas e tantas birras que houve.

 

A cura para estes amuos é simples:

- É deixa-lo ir brincar na praia no verão,

- É vestir-lhe da primavera as vestes,

- É, por fim, adormecê-lo com uma canção

das de embalar, que tu me ofereceste.

"Quadrilogia" das estações

Abril 18, 2007

poesianunorita

VERÃO

 

Estou quase sempre sozinha,

Durante nove meses por ano.

Mas eis que o Verão se avizinha,

Os três meses que eu mais amo.

 

Eis que chegam os turistas

Para me quebrar a monotonia

De ondas azuis e gaivotas,

As únicas que me fazem companhia.

 

Vêm em grupos, ansiosos,

Os exploradores do meu areal,

E constatam, orgulhosos,

Que o mar sabe mesmo a sal.

 

Eu, a todos tento desculpar.

Eles estão apenas de passagem.

Mas o que eu não posso aceitar

É que me tornem a praia da miragem.

 

"Quadrilogia" das estações

Abril 17, 2007

poesianunorita

 

OUTONO

 

Quando sobe a temperatura,

O meu corpo fica tão dormente...

Porque o frio ninguém atura,

No Outono eu fico contente.

 

No Outono há aquela magia

Muito própria da folha que cai,

Que ao cair torna-se vadia

Sem saber para onde vai.

 

No chão de pedras, outras folhas estão,

Primeiras vitimas do arrefecer.

Esta vista consola o coração,

Sinto vontade de a não esquecer.

 

Vejo o vento, está ali a brincar,

Está a ler revistas e jornais,

Mas é tão apressado a folhear

Que só lê as noticias banais.

"Quadrilogia" das estações

Abril 16, 2007

poesianunorita

 

 

PRIMAVERA

 

Já estamos quase a chegar,

Sinto-o nas minhas penas.

Estou cansada de viajar,

Quero descansar, apenas.

 

É bom voltar onde nasci.

Regresso com o tempo quente

À aquele ninho onde aprendi

Que voar, afinal, é uma arte.

 

Chilreio de pura alegria,

Tudo para chamar à atenção:

“Andorinha procura companhia

Para assunto sério de procriação”.

 

Sou a princesa do céu azul,

Dos campos floridos e das cidades.

Tenho uma casa aqui, outra no Sul,

Por onde passo deixo saudades.

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