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vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

Nasci...

Abril 10, 2007

poesianunorita

                                                           

                                                        Nasci,

Cresci,

Morri,

Sem que tu desses por mim.

 

Sonhei,

Cantei,

Gritei,

Sem que tu desses por mim.

 

Amei-te na sombra

Duma parede gigante

Que se punha entre nós.

 

- Sem que tu desses por mim.

 

Corri o espaço todo

À procura de alguém

Como tu.

- Não achei.

 

Colei-me à tua porta

Para que desses por mim.

Mas a parede cresceu

Novamente e cobriu-me

De sombra outra vez.

- Assim se passou a vida,

sem que tu desses por mim.

Dói-me a alma de uma doença feita de ais...

Abril 04, 2007

poesianunorita

 

Dói-me a alma de uma doença feita de ais...

 

Apetece-me rasgar o peito feito em folha de papel

e libertar em bando toda a poesia presa no meu interior...

 

As palavras assim libertas, serão espessas como sangue

vermelho vivo, jorrando alegremente do meu peito

aberto, vibrante pelas emoções descoaguladas...

 

Esta febre que em mim desce é feita das palavras

que flutuam livres e inconscientes no ar que respiro,

neste ar composto cuidadosamente de azuis e verdes,

empurradas pelo vento ou por um mais fundo suspiro.

 

Só assim poderei libertar-me desta doença feita de ais,

comprimidos dentro deste corpo demasiado pequeno

para tantas sensações acumuladas no desfiar dos anos

discretamente passados em sombras de folhas brancas,

cheias de garatujas e esboços do que tento ser.

 

Dói-me a alma duma doença feita de pedaços de céu,

feita de pedaços de mar, feita de pedaços de verde,

feita de mim inteiramente aos pedaços,

espalhados pelas minhas divisões e anexos

desta casa de carne, sangue e poesia.

 

Dói-me a alma e apetece-me cantar....

 

Impressão digital de um beijo.

Abril 02, 2007

poesianunorita

Inscreve na minha boca uma impressão digital,

que eu inscreverei na tua o meu sabor natural.

 

Pressiona em meus lábios os teus feitos cor,

duas rosas suaves, brilhantes, com traços de amor.

 

Saboreia lentamente o meu gosto particular,

mordo as palavras dos beijos dados no teu ar.

 

Refresca minha palidez com a tua pura saliva,

trocamos fluidos alegres numa atitude festiva.

 

Encerramos os olhos num segredo de contacto,

acaricio-te a alma com ligeirezas de tacto.

 

Na curva deste beijo, nas linguas encontradas,

repousam finalmente as nossas almas cansadas.

 

Por isso

inscreve na minha boca uma impressão digital

que eu inscreverei na tua o meu amor fundamental.

 

Pág. 2/2

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