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vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

Tenho...amor

Maio 31, 2007

poesianunorita

Tenho cadeiras, mesas,

tenho tapetes e sofás,

mas não servem de nada

se tu lá não estás.

 

Tenho televisões,

frigorifico e fogão,

mas não servem de nada

se me faltar a tua mão

 

Tenho quadros e fotos,

mesinhas e cama,

mas para que servem

se não estiver quem me ama.

 

Tudo isto não interessa,

não tem qualquer valor

se tu não estiveres

aqui comigo, meu amor.

  

É apenas e só

mais uma casa vazia

que não serve para nada

sem a tua alegria.

 

As paredes desmaiam

e perdem as cores,

falta-lhes a magia

do teu cheiro de flores.

 

Eu até posso ter

a casa cheia de gente...

Mas só preciso de ti...

Aquela que me deixa o coração quente.

 

 

Chá de poesia

Maio 24, 2007

poesianunorita

Depois de adormecer a dor de ser,

depois de saltar de nuvem em nuvem,

depois de descer ao mais obscuro abismo,

acordo pesado, enrolado em mim,

e tenho a árdua tarefa de desembrulhar o papel de rebuçado em que a noite me deixou.

Apetece-me gritar um palavrão!

Mas não, ainda não...

Guardo-o para mais tarde...

 

Ergo-me como pedra gigante puxada por cordas e,

desequilibrado, pergunto para onde me levam as linhas de perspectiva.

 

Rio com vontade da figurinha que me olha do espelho,

até que um de nós não suporte mais e desvie o olhar.

Lavo o rosto com o sabonete da mágoa e enxaguo-o na toalha dos poemas por fazer.

 

Preparo um chá de poesia,

e saboreio-o lentamente, como ele deve de ser saboreado.

Afinal eu tenho sempre a chaleira dos poemas ao lume e bolachas com pinguinhas de versos prontas para servir a quem as quiser degustar, assim como eu o faço.

Sôfrego engulo pétalas de rosas e planto-as de volta

no jardim de onde saíram e para onde, triunfais, agora regressam.

 

Visto-me de deferência pelas coisas pequenas que a vista alcança e assobio a canção que um melro sábio me ensinou.

 

Então e só então sei que já consigo

dançar até à alma da alma...

Sinto falta de ti

Maio 10, 2007

poesianunorita

Por vezes sinto falta de Ti

como um rio na barragem

sente a falta do mar,

como uma árvore com folhagem

sente a falta do vento para a embalar,

ou como uma sombra

sente a falta da luz para se projectar.

 

Então vou procurar-te

como uma andorinha

procura o local do seu passado,

como uma criancinha

procura a mãe só para estar ao seu lado,

ou como uma mão

procura outra num aconchego desejado.

 

Sei que te encontrarei

como alguém

que encontra o seu caminho,

como o homem

que encontra o teu carinho,

ou como o amor

que encontra o seu ninho.

Sombras II

Maio 04, 2007

poesianunorita

Duas sombras alongam-se

obliquas, lado a lado.

Uma é minha...

A outra sou eu...

 

E não sei qual das duas é mais sombra...

Se aquela que projecto

ou se aquela que sou.

 

Sinto-me mais sombrio do que esta

que nasce aos meus pés

e se prolonga como minha extensão,

rastejando no chão,

abrindo o caminho para a sombra

que, religiosamente, a segue.

 

E desta forma caminham juntas,

lado a lado,

obliquas,

projectando-se no chão.

 

E eu não sei se o piso

ou se nele deslizo...

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