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vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

Um Conto de Natal

Dezembro 25, 2009

poesianunorita

 Foi um dia de Natal

em tudo original.

Acordou bem cedo e foi para a rua

a criança com cabelos de lua,

pobre menino, tudo o que pedia

era um pouco de companhia.

Mas a cidade estava diferente,

tudo tinha um ar contente,

em vez de carros a andar

havia carruagens com cavalos a puxar.

Quando as viu, não hesitou

e pela porta aberta entrou.

Levaram a alegre criança

com os olhos cheios de esperança

por uma estrada feita de chocolate

recheada de enfeites da cor do tomate.

Havia chupas e caramelos

pendurados em cogumelos,

havia árvores de doce algodão

pintadas da cor do limão,

e os frutos que delas nasciam

a todos satisfaziam.

O cocheiro era o Pai Natal

e tinha uma barba fenomenal,

e com olhos grandes sorria

desta sua fantasia.

Os cavalos trotavam atinados

pelos caminhos acertados.

A carruagem baloiçante

seguia pela estrada errante.

Para onde se dirigia?

Só o cocheiro sabia.

Mas a criança desconfiava

e com as prendas já sonhava.

Pararam em frente de um portão

e o cocheiro ergueu a mão

e como que por magia

apareceu a terra da fantasia.

  

Nela havia brinquedos que dançavam

ao som de flautas que tocavam,

havia carros de bombeiros

que queriam ser os primeiros,

havia bonecos valentes

e princesas muitos contentes,

havia jogos e diversão

e cenários de cartão,

havia palhaços em bolas

com roupas estarolas,

havia música, alegria

e versos de poesia,

havia divertidas flores

nascidas com todas as cores.

E não faltava o que comer

nesta terra de prazer.

O menino tanto brincou

até que se cansou.

Tinha tanto soninho

que se espreguiçava todinho.

Procurou um recanto onde dormir

e adormeceu a sorrir.

E enquanto dormia

dissolveu-se a fantasia.

Acordou deitado na sua cama

com o coração em chama.

Teria sido tudo um sonho?

Pensou ele tristonho.

Esfregou os olhos para melhor acordar

e ao seu lado estava uma carruagem de brincar.

Tinha cavalos brancos como a neve

iguais ao sonho que ele teve.

O Pai Natal era o seu cocheiro

e com este brinquedo brincou o Natal inteiro.

 

E assim acaba esta estória...

Vitória, vitória...

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