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vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

vizinho das nuvens

ENTRA E BEBE UM CAFÉ DE POESIA

Persigo um pensamento

Fevereiro 06, 2013

poesianunorita


Persigo um pensamento
pelas vielas onde eles se escondem,
com a rede da razão numa mão e a outra a encher-se de espanto.
Sempre que passam persisto na perseguição,
mas apanho apenas algumas letras espaçadas, palavras soltas.


E por vezes a pele seca de frases incompletas, lá, nos becos esconsos onde o pensamento mudou de pele, mudou de rumo,
esquivando-se das minhas armadilhas, das minhas vâs tentativas 
para o prender.
Persigo um pensamento na cadeira do barbeiro
e no caminho de casa,
quase apanhando a sua linha dourada.

Aqueles que eu mais desejo prender
são os mais esquivos
cheios de artimanhas e volteios
fintas e maranhos.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=219362#ixzz2K89ogOMH 
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Vem dançar um fado comigo

Novembro 28, 2011

poesianunorita

Vem dançar um fado comigo

porque a valsa não me serve,

encosta em mim esse teu umbigo,

que por ele minha alma ferve.

 

Eu não me ajeito com essas

danças lá dos estrangeiros.

Por favor, mais não me peças,

não aturo mais devaneios.

 

Dizes que o fado não se dança,

que é canção de melancolia,

mas o fado novo tem pujança

e é também canção de alegria.

 

No fado há sentimentos

que podem ser trinados

folhas de vida, momentos

que merecem ser dançados.

 

Dança este fado comigo

porque para valsas não tenho jeito.

Encosta em mim o teu umbigo

e levaremos o mundo no peito.


A primeira folha que caiu...

Novembro 22, 2011

poesianunorita

 

A primeira folha que caiu, 

flutuou suavemente até ao chão.

Logo outras lhe seguiram a queda,

ficando o soalho da sala cheio destas folhas

verdes douradas.

Pairavam um momento antes de atingirem o chão

com um ruído leve e abafado.

Visto do sofá este espectáculo parecia uma

queda de neve dourada, constante,

até que ficou tudo coberto,

móveis, televisão, sofá, mesa, eu.

O cheiro a folhas secas tocadas pelo orvalho

evolava-se e invadia-me por completo,

deixando na boca um gosto a terra.

Levantei-me e fui atirar as folhas,

que estalavam sob os meus pés,

ao ar, enquanto ria lepidamente.

 

É bom ter a casa cheia de Outono...

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